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- 01/07/2026
Brasil acumula abertura de 767 mil novos postos de trabalho em 2026
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que, entre janeiro e maio deste ano, o Brasil abriu 767.326 novos postos de trabalho com carteira assinada, com saldo positivo de geração de emprego em todas as unidades da Federação no período.
O salário médio real de quem foi admitido em maio de 2026 ficou em R$ 2.384,10 — valor R$ 17,97 (0,75%) menor do que em abril, mas R$ 35,98 (1,5%) acima do registrado no mesmo mês de 2025.
Os dados, que medem o mercado de trabalho formal, vêm do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta terça-feira (30), em Brasília, pelo ministro Rogério Marinho.
Setores que mais geraram vagas
Segundo o Caged, maio teve saldo positivo de 72.260 novas vagas, resultado da diferença entre 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos. Os setores com maior saldo positivo foram:
- Serviços (+45.655 vagas)
- Construção (+12.096 vagas)
- Agropecuária (+10.205 vagas)
- Indústria (+4.974 vagas)
- Comércio (+40 vagas)
Atividades em alta
O crescimento em Serviços foi puxado pelos subsetores de Saúde Humana e Serviços Sociais (+14.478 vagas), Atividades Administrativas e Serviços Complementares (+11.413) e Transporte, Armazenagem e Correio (+6.227).
Na agropecuária, a abertura de vagas se destacou nas culturas de café (+17.674), laranja (+2.458) e cana-de-açúcar (+828). Na construção civil, o avanço foi puxado por obras de infraestrutura (+8.916), e na indústria, pela fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (+3.232), de produtos derivados do petróleo, biocombustíveis e coque (+2.294), e de produtos alimentícios (+2.216).
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as maiores taxas de empregabilidade foram registradas em serviço doméstico (12,86%), administração pública, defesa e seguridade social (5,41%), construção civil (5,23%) e transporte, armazenagem e correio (1,99%).
Desempenho por estado
Em maio, o emprego formal cresceu em 22 das 27 unidades da Federação, com destaque para São Paulo (+18.224 vagas), Espírito Santo (+9.532) e Rio de Janeiro (+9.195).
O resultado foi negativo no Rio Grande do Sul (-5.657 vagas), Goiás (-2.742), Tocantins (-743), Santa Catarina (-662) e Alagoas (-75). Segundo Rogério Marinho, o recuo está ligado à sazonalidade de setores do agro; no caso do RS, o MTE atribui a queda em parte ao fim de safra e também às tarifas impostas pelos Estados Unidos a setores como couro e calçados.
Bolsa Família
O ministro Rogério Marinho destacou que as contratações e desligamentos do período também envolveram beneficiários do Bolsa Família, contrariando a visão de "empresários, formadores de opinião e influenciadores que dizem que o programa é um problema para as pessoas registrarem carteira, por não quererem perder o benefício".
Segundo o ministro, "de janeiro a abril, do pessoal que está no Bolsa Família, foram 1.451.616 pessoas contratadas e 1.030.000 desligadas, com saldo de 421 mil pessoas".
Fonte: Com informações de Agência Brasil