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  • 17/08/2026

Imposto zero para jovem que quer empreender em certas cidades

Imposto zero para jovem que quer empreender em certas cidades



Uma proposta em análise na Câmara dos Deputados quer mudar a realidade dos jovens que desejam empreender nas regiões de menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país. O Projeto de Lei 2367/26, do deputado Silvio Antonio (MA), institui o programa Minha Empresa, Meu Futuro, que garante isenção de tributos federais para negócios abertos por jovens em municípios com IDH abaixo da média nacional.

A ideia é oferecer um alívio fiscal decisivo no começo das atividades. Pela proposta, as novas empresas ficam totalmente isentas do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), além do PIS/Pasep e da Cofins, durante os três primeiros anos de funcionamento.

O que é preciso para empreender

Para acessar o incentivo, o texto define regras voltadas ao impacto local e ao combate ao desemprego: o negócio deve ter como proprietário ou sócio majoritário um jovem de 18 a 29 anos; a sede e a operação principal precisam estar localizadas e regularizadas em municípios com IDH-M inferior à média do país; e o empreendimento deve gerar pelo menos um emprego direto formal, além da vaga do próprio sócio-titular.

Foco nas regiões de menor renda

Dados do IBGE citados na justificativa do projeto mostram que 43% dos jovens maranhenses de 18 a 29 anos vivem em lares com renda per capita de até meio salário mínimo, enquanto apenas 12% dos jovens empreendedores do estado atuam no mercado formal. Nesse cenário, o objetivo é abrir um caminho real de prosperidade e estimular a formalização dos negócios em áreas historicamente desassistidas.

Caminho até a aprovação

A proposta tramita em caráter conclusivo nas comissões da Câmara e ainda passará pela análise das comissões de Desenvolvimento Econômico; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para entrar em vigor, o projeto precisa ser aprovado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal.

Fonte: Com informações de Jornal Contábil

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